quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Música das Morte - Cruz e Souza


A música da Morte, a nebulosa,
estranha, imensa música sombria,
passa a tremer pela minh'alma e fria gela,
fica a tremer, maravilhosa...

Onda nervosa e atroz, onda nervosa,
letes sinistro e torvo da agonia,
recresce a lancinante sinfonia
sobe, numa volúpia dolorosa...

Sobe, recresce, tumultuando e amarga,
tremenda, absurda, imponderada e larga,
de pavores e trevas alucina...
E alucinando e em trevas delirando,
como um ópio letal, vertiginando,
os meus nervos, letárgica, fascina...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Por que a gente é assim?






Mais uma dose?

É claro que eu estou a fim

A noite nunca tem fim

Por que que a gente é assim?


Agora fica comigo

E vê se não desgruda de mim

Vê se ao menos me engole

Mas não me mastiga assim


Canibais de nós mesmos

Antes que a terra nos coma

Cem gramas, sem dramas

Por que que a gente é assim?


Mais uma dose?

É claro que eu tô a fim

A noite nunca tem fim Baby,

por que a gente é assim?


Você tem exatamente

Três mil horas pra parar de me beijar

Hum, meu bem, você tem tudo

Pra me conquistar


Você tem exatamente

Um segundo pra aprender a me amar

Você tem a vida inteira

Pra me devorar

Pra me devorar!


Mais uma dose?

É claro que eu estou a fim

A noite nunca tem fim

Por que que a gente é assim?

I am loco - ill nino


A vida está pesando sobre mim, matando-me por dentro.

Algo que eu nunca poderia ser me guiará ao novo

Luz

Frustrado

Sedado

Eu rezei por mim

Deus por favor

Não tire de mim

A única coisa

Que eu aprendi a acreditar

Eu estou me transformando no monstro

Você prometeu mantê-lo longe

Agora eu o sinto vivendo em mim!!!

Em todo o caso, eu nunca poderia ser.

O que você pensa que é certo para mim

São as coisas que eu não acreditarei

Eu quero começar uma vida nova

Eu sinto-me como uma faca afiada

Olho minha própria vida

Mato coisas que eu não gosto em mim

Mas às vezes me sinto bem

E acho que sou original

Você tenta sempre criticar

Eu “viro as costas” pra isso de qualquer maneira

Sucker¹! Punk-ass² Filho da puta !

Eu sou louco!

Te falta pouco

Pra você dar o cu!

Só me mate - eu não posso respirar

Eu estou guiando meus direitos até o fim

Eu não posso aprender - volte aos termos

Com a doença que me faz colidir e queimar

Estou chorando, sinto como se estivesse morrendo, mas estou tentando.

Eu imploro para que eu ponha orgulho sobre a prateleira

A vida não é para sempre

Mas se a vida permanecerá junta

Eu teria um amigo em minha depressão, teria um fim.

Mas eu tenho pensado

E pensar sempre me trás problemas

Mas desde que eu tive uma dupla personalidade não é a mim que você vê

Agora eu sou um refúgio

E tudo dentro de mim é só uma parte de minha

Doença!!!

Mate-me - eu não posso respirar

Eu estou guiando meu próprio direito para o fim

Eu não posso aprender - volte aos termos

Com a doença que me faz colidir e queimadura.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Metal Contra as Nuvens


Não sou escravo de ninguém
Ninguém é senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Sou metal, raio, relâmpago e trovãoSou metal,
eu sou o ouro em seu brasãoSou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será minha terraTem a lua, tem estrelas e sempre terá.
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
- Tudo passa, tudo passará...
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe para trásApenas começamos.
O mundo começa agoraApenas começamos.

Alma Solitária



Ó alma doce e triste e palpitante! Que cítaras soluçam solitárias Pelas Regiões longínquas, visionárias Do teu Sonho secreto e fascinante!Quantas zonas de luz purificante, Quantos silêncios, quantas sombras várias De esferas imortais imaginárias Falam contigo, ó Alma cativante!Que chama acende os teus faróis noturnos E veste os teus mistériosa taciturnos Dos esplendores do arco de aliança?Por que és assim, melancolicamente, Como um arcanjo infante, adolescente, Esquecido nos vales da Esperança?!